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Clipping: Cresce a Procura pelo Mestrado Profissional

O mestrado profissional tem ganhado espaço entre gestores, em detrimento da procura pelos MBAs e mestrados tradicionais, com ênfase no aspecto acadêmico. De acordo com especialistas da área, esse tipo de curso está se consolidando em tempos de escassez de mão de obra qualificada e a oferta de programas cresceu 150% entre 2005 e 2010.

De acordo com Marina Heck, coordenadora do programa OneMBA e do Mestrado Profissional em Administração (MPA) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp) da Fundação Getulio Vargas, o fenômeno se deve ao momento de expansão econômica no Brasil.

"Prova disso é que as empresas estabelecidas no país estão mais propensas a custear os cursos para seus funcionários que suas congêneres nos EUA e Europa."

"As empresas brasileiras estão descobrindo que investir em educação executiva dá retorno",

afirma Oscar Kronmeyer, coordenador do mestrado profissional em gestão de negócios da Universidade do Vale do Sinos (Unisinos). A universidade gaúcha criou a primeira turma em 2010. Segundo Kronmeyer, a vantagem do mestrado profissional consiste em oferecer um aprofundamento conceitual maior que o MBA tradicional.

"O aluno sai com condições de aplicar melhor os conceitos e formar gente dentro da empresa".

A fabricante de condicionadores de ar Springer Carrier e o Hospital Moinhos de Ventos, de Porto Alegre, por exemplo, matricularam alguns profissionais na primeira turma do mestrado profissional da Unisinos e estão repetindo a dose na segunda turma.

"O mestrado profissional veio para ficar",

aposta Danny Claro, coordenador do programa em administração do Insper. A instituição também oferece mestrado profissional em economia. Na opinião de Claro, um dos pontos-chave para o sucesso desse tipo de curso é a titulação.

Como nos cursos stricto sensu de perfil mais acadêmico, o mestrado profissional confere ao aluno o título de mestre e a possibilidade tanto de lecionar quanto de avançar na direção de um doutorado futuramente.

Para Marina Heck, não há grandes diferenças entre o OneMBA e o MPA da FGV, a não ser o fato de que o MBA, por proporcionar uma visão mais internacional, é ministrado em inglês. Já o MPA oferece o grau de mestre.

"Essa é uma distinção que só existe no Brasil".

A coordenadora afirma, no entanto, que os programas de MBA são mais procurados por quem já tem a carreira consolidada.

A própria FGV procura direcionar para o MBA executivo candidatos com maior experiência profissional e em posições de liderança. Para quem ainda está almejando chegar lá, contudo, o MPA pode ser a melhor alternativa. O OneMBA custa R$ 112 mil e tem 25 vagas. O MPA da FGV, R$ 81,6 mil e oferece 30 vagas.

A possibilidade de continuar trabalhando é um dos principais atrativos para o candidato ao mestrado profissional. Ao contrário dos MBAs, são poucos os períodos de aula que coincidem com o horário do expediente - o que facilita, também, a liberação por parte da empresa.

Consultas informais feitas pelo Insper com os matriculados mostram que a maioria das empresas não autorizaria o profissional a se afastar para fazer um mestrado de perfil acadêmico, que requer dedicação integral e se presta mais às necessidades de uma carreira como docente.

"O aluno tem mais familiaridade com os assuntos do mestrado profissional e pode eventualmente estar envolvido com as questões levantadas em sala de aula",

afirma Claro.

O coordenador revela também preocupação em conquistar a simpatia de mais empresas para fazer com que elas considerem o mestrado profissional uma capacitação importante para seu corpo executivo. De acordo com ele, grandes organizações como Itaú Unibanco, Gerdau, Eli Lilly, General Motors e Volkswagen do Brasil já se convenceram disso e enviam colaboradores regularmente para o curso, cujo foco é a visão estratégica do negócio. (Valor Econômico)

Fonte: Jornal da Ciência, 7 de março de 2012.

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