Fórum Nacional dos Mestrados Profissionais

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dos Mestrados Profissionais


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Relatório do 1º Encontro do Fórum Nacional dos Mestrados Profissionais

O 1º Encontro do Fórum Nacional dos Mestrados Profissionais realizado nos dias 4 e 5 de maio de 2006, em São Paulo, foi sediado pelo Centro Universitário Senac, idealizado e realizado por um Comitê Organizador composto pelos coordenadores e representantes de mestrados profissionais do

O evento contou com a participação de vinte e cinco representantes dos programas de pós-graduação de instituições de pesquisas e universitárias de norte a sul do país. São professores doutores-pesquisadores, coordernadores e representantes da(o)

O mestrado profissional iniciou-se como uma modalidade de formação em nível de Pós-graduação stricto sensu que tem por finalidade formar profissionais altamente qualificados para o mercado de trabalho. O pressuposto é que tais programas diferem dos modelos dos atuais mestrados - que passaram a ser denominados de mestrados acadêmicos - que desde seu nascimento fizeram parte do programa brasileiro de formação de pessoal para o ensino superior bem como para a pesquisa científica.

Partiu-se da premissa de que os mestrados profissionais são parte integrante do Plano Nacional de Pós-graduação PNPG 2005-2010, alinhados à política de flexibilização e diversificação do ensino de pós-graduação no país. Trata-se de uma modalidade em implantação - em construção tanto em termos de formação como em termos de resultados. Para essa construção, busca-se discutir questões comuns desses programas de mestrados profissionais e novas, fundamentais para a consolidação do mestrado profissional no cenário nacional da pós-graduação stricto sensu bem como para que nesse processo cumpra com sua função primordial no desenvolvimento científico-tecnológico do país.

No Encontro foram apresentados cada um dos programas pelos seus representantes. Foram ressaltados alguns pontos:

  1. A perspectiva inovadora que esses mestrados profissionais representam dentro do panorama da Pós-graduação brasileira. Os mestrados profissionais e os programas multidisciplinares são raros exemplos inovadores na pós-graduação brasileira, que está engessada pelo rígido sistema de avaliação existente. O Mestrado Profissional deve se afirmar em sua identidade própria.
  2. Essa inovação viria de sua identidade profissionalizante e, portanto, mais voltada para o desenvolvimento social e tecnológico.
  3. Há uma diversidade dos programas tanto no tocante à missão institucional como no tocante à sua inserção no desenvolvimento local, regional e nacional. A missão e a cultura institucionais moldam as possiblididades da contribuição social de cada programa.
  4. Todos os programas têm um diálogo entre universidade, comunidade local e regional e setor produtivo seja no desenvolvimento de produtos, seja na formação de pessoal, seja na contribuição na solução de problemas complexos.
  5. Os programas estão produzindo conhecimentos dentro de outra dinâmica do universo acadêmico - seja na resposta formando mestres em dois anos - seja na formulação, elaboração e busca de solução aos problemas numa perspectiva multidisciplinar tornando-se pólos irradiadores contribuindo para desenvolvimento regional como no caso, por exemplo, da UFBA, UFAM, UFRJ, Uniderp, Unitau, Unesp como no desenvolvimento tecnológico como no caso do ITA, Fiocruz.
  6. A maioria dos programas de mestrados profissionais atua em áreas diversas e diferenciadas do desenvolvimento científico-tecnológico do país seja em áreas de microbiologia celular e molecular, engenharias de sistemas e aeronáutica, ciências ambientais como em gestão tecnológica, em saúde e meio ambiente como também gestão social.

Foi criado nesse Encontro o Fórum Nacional Permanente dos Mestrados Profissionais, visando um debate e diálogo permanente entre os representantes dos mestrados profissionais do país. Ficou deliberado que o II Encontro será realizado nos dias 3 e 4 e novembro de 2006 em Campo Grande na sede da Uniderp Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal. O III Encontro será realizado em maio de 2007 em Manaus na sede da Universidade Federal de Amazonas UFAM.

A Secretaria Geral do Fórum a cargo do Comitê Organizador composto pelos representantes do Senac, IPT, CEETEPS e a Secretaria Executiva pelos representantes do Senac/SP, até o próximo encontro.

Como propostas para os próximos dois encontros ficaram delineadas:

  1. Discussão dos documentos sobre pós-graduação stricto sensu e mestrados profissionais especificamente como o Programa Nacional de Pós-graduação PNPG, a portaria Capes sobre mestrados profissionais, a Revista Brasileira de Pós-graduação RBPG n. 4 dedicada especificamente à temática dos mestrados profissionais.
  2. Consolidação da Identidade dos Mestrados Profissionais
    • Relação entre Mestrados Profissionais e Multidisciplinaridade
    • Especificidades e diferenças, e definição de produção por cada programa
    • Indicadores específicos da área
    • Prazos: flexibilidade ou rigidez nos prazos para finalização do curso
    • Perfil do aluno (predominantemente profissionais com experiência)
  3. Metodologias e Resultados - tanto na formação como nos produtos finais
  4. Financiamento e sustentabilidade - alternativas, possibilidades e perspectivas de fomento especificas para Mestrados Profissionais
  5. Critérios de Avaliação
    • Proposição de indicadores:
    • Alta Qualidade
    • Produção técnica
    • Publicação relevância para o programa - O que está sendo produzido e como avaliar
    • Indicadores relacionados com a missão da instituição, a finalidade do programa
    • Avaliação por pares - proposta dos Mestrados Profissionais serem avaliados por pares - formação do Comitê específico ou participação/representação do Mestrados Profissionais nos Comitês atuais
    • Interseção com Mestrados Acadêmicos que são avaliados por critérios acadêmicos com diferenciação pela especificidade na formação tecnológica e contribuição no desenvolvimento tecnológico
  6. Diálogo com Capes
    • Cada curso discutir com seus representantes de área, até novembro, para ouvir a Capes por área;
    • Apresentar para representantes de área a construção do Fórum;
    • Apoio da Capes para divulgação no sítio da CAPES e participação no Fórum
Anexo 1: Documento nº 1 - Carta convite enviada a todos os programas de pós-graduação - mestrados profissionais do país em dezembro de 2005 e março de 2006

Coordenadores e pesquisadores de programas de mestrados profissionais

A recente implantação dos mestrados profissionais no país dentro do Sistema Nacional de Pós-graduação vem se debatendo com um processo de construção de programas de formação profissional de alto nível diante de demandas da sociedade de profissionais que dêem conta das novas exigências tecnológicas e gerenciais diante da necessidade do país de criação e desenvolvimento de inovações tecnológicas em compasso com os desafios que se apresentam no cenário mundial e ao mesmo tempo com a experiência restrita no processo de formação quanto de avaliação dos programas.

Dentro disso, estão mestrados profissionais criados em novas áreas caracterizadas como multidisciplinares com características especificas tanto no que tange a sua proposta de formação quanto de criação e desenvolvimento de novos conhecimentos. Neste cenário, o debate sobre as experiências dos pesquisadores e professores desses mestrados profissionais podem contribuir para fortalecer esse processo de construção desses programas bem como avançar no debate sobre as demandas da sociedade ao lado do processo de acompanhamento realizado pelos organismos do Estado.

Nesta perspectiva, um grupo de pesquisadores, professores e coordenadores de programas atentos com os caminhos e perspectivas de tais programas vem iniciando um debate que possibilite um fortalecimento de tais programas bem como um alinhamento com as demandas da sociedade e ao mesmo tempo com os padrões de qualidade que sempre se pautou o sistema nacional de pós-graduação.

Para tanto, estamos convidando os coordenadores de mestrados profissionais, especialmente os da área multidisciplinar para a proposta de organização de um Fórum Nacional dos Mestrados Profissionais.

Centro Universitário Senac
Mestrado em Gestão Integrada em Saude do Trabalho e Meio Ambiente
Alice Itani - alice.itani@sp.senac.br
Ericka Itokazu - ericka.mitokazu@sp.senac.br
Fernando Rei - fernando.crei@sp.senac.br
11-5682-7532 - 11-5682-7321

IPT Instituto de Pesquisas Tecnológicas
Mestrados em Tecnologia Ambiental, em Processos Industriais, em Habitação e em Engenharia de Computação
Marcelo Seckler - seckler@ipt.br
Omar Yazbek - omar@ipt.br
11-3767-4963/4058

CEETPS - Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza
Mestrado em Tecnologia: Gestão, Desenvolvimento e Formação
Helena Gemignani Peterossi
hgmig@terra.com.br ou posgraduacao@centropaulasouza.com.br
11-3327-3109

Unitau - Universidade de Taubaté
Mestrado em Ciências ambientais e Mestrado em Gestão e Desenvolvimento Regional
Pedro Lacava
ambiente@unitau.br ou prppg@prppg.unitau.br ou placava@uol.com.br
12 -3625-4212 ou 12-3631-8004

UFF Universidade Federal Fluminense
Mestrado em Sistema Integrado de Gestão
Osvaldo Luis Gonçalves Quelhas
quelhas@latec.uff.br
21- 2621-5140 ou 21-2717-6390

Anexo 2: Documento nº 2 encaminhado aos mestrados profissionais

Fórum Nacional dos Mestrados Profissionais
São Paulo, 4 e 5 de maio de 2006

Justificativa

O Mestrado Profissional é uma modalidade de formação em nível de Pós-graduação stricto sensu que tem por finalidade formar profissionais altamente qualificados para o mercado de trabalho. Difere dos modelos dos atuais mestrados - que passaram a ser denominados de mestrados acadêmicos - que desde seu nascimento fazem parte do programa brasileiro de formação de pessoal para o ensino superior bem como para a pesquisa científica.

Como parte integrante do Plano Nacional de Pós-graduação PNPG 2005-2010 alinha-se com a política de flexibilização e diversificação do ensino de pós-graduação no país. Por ser uma modalidade em implantação - ainda em construção tanto em termos de formação como em termos de resultados - diversos aspectos não estão ainda bem estruturados e desenvolvidos. A busca por respostas e a discussão de novas questões que surgem a cada momento tem sido fundamental para a consolidação do mestrado profissional no cenário nacional da pós-graduação stricto sensu bem como para que nesse processo cumpra com sua função primordial no desenvolvimento científico-tecnológico do país.

Nesse sentido, propõe-se que as Instituições Universitárias que desenvolvem tais programas busquem coletivamente algumas respostas ao longo de seu processo de desenvolvimento e por meio de um Fórum Permanente dos Mestrados Profissionais.

Objetivos

Preparar e articular em âmbito nacional a criação do Fórum Permanente dos Mestrados Profissionais com definição dos grupos temáticos, questões relevantes, atores do processo, formas de atuação e ação.

Público alvo

Coordenadores e responsáveis por programas de pós-graduação stricto sensu do país.

Atividades do Fórum - preparatório

A proposta de atividades para este primeiro encontro pode ser delineada em três principais:

1. Mesas redondas - debate sobre questões potencialmente relevantes levantadas e discutidas por todos os participantes

2. Exposições institucionais - apresentação de experiências e práticas desenvolvidas por instituições nos programas de mestrados profissionais - modelos com vocações, missões, metodologias, interessantes bem como restrições de cada programa.

3. Grupos de trabalho - delineamento de diretrizes e premissas básicas, objetivos e estratégias para o Fórum Permanente. Espera-se que os grupos de trabalho produzam:

- identificação de questões para o Fórum Permanente

- definição de local e organizadores dos encontros do Fórum Permanente

- definição de diretrizes, estratégias e formas de ação

Anexo 3 - Programação do Fórum Nacional dos Mestrados Profissionais

São Paulo, 4 e 5 de maio de 2006
Dia 4 de maio de 2006
9:00 - Abertura - Da construção do Fórum Permanente dos Mestrados profissionais - um diálogo necessário. Alice Itani

9:30-12:30 - Mesa redonda 1
Os mestrados profissionais no Programa de desenvolvimento do programa de pós-graduação brasileiro

1.1. A experiência do evento dos mestrados profissionais realizado pela UFF
Osvaldo Quelhas UFF

1.2. Qual a formação dos mestrados profissionais como formação acadêmica e profissional?
Helena Gemignani Peterossi - CEETPS
Tânia Fischer UFBA

1.3. Qual o papel dos mestrados profisssionais no desenvolvimento científico-tecnológico brasileiro?
Osvaldo Luis Gonçalves Quelhas - UFF
Osvaldo Livio Soliano Pereira - UNIFACS
Debatedora: Alice Itani
Relatores: Marcelo Seckler - IPT e Fernando Rei - Senac

12:30-14:00 - Intervalo para almoço

14:00-17:40 - Experiências dos mestrados profissionais: Inserção na missão institucional, expectativas e dificuldades
Relatores: Ericka Itokazu - Senac e Omar Yazbeck - IPT
Todos os participantes - 15 a 20 para cada programa
1. Maurício Dziedzic - UNICENP
2. Antonio Carlos Giuliani - UNIMEP
3. Jose Célio Silveira Andrade - UFBA
4. Sonia Noda - UFAM
5. Tânia Fischer - UFBA
6. Helena Gemignani Peterossi - CEETPS
7. Pedro Lacava - UNITAU
8. Marcelo Seckler IPT
9. Omar Yazbeck - IPT/Tecnologia Ambiental
10. Claudia do Rosário Morgado - Politécnica/UFRJ e COPPE/UFRJ
11. Eduardo Gonçalves Serra - Politécnica/UFRJ e COPPE/UFRJ
12. Evelyse Santos Lemos - Fiocruz Biomanguinhos
13. Julio Vianna Barbosa e Sheila Farage - FIOCRUZ
14. Paulo Rizzi - ITA
15. Liliana Feris - ULBRA
16. Osvaldo Livio Soliano Pereira - UNIFACS
17. Luiz Eustáquio Pinheiro e Raysildo Barbosa Lobo - UNIDERP
18. Ney Fernando Perracini de Azevedo - LACTEC/UFPR
19. Paulo Eduardo de Abreu Machado e Maria Ines Pardini - UNESP
20. Osvaldo Quelhas - UFF
21. Alice Itani, Ericka Itokazu e Fernando Rei - SENAC

Dia 5 de maio de 2006
9:00 -12:30h - Experiências dos mestrados profissionais: Inserção na missão institucional, expectativas e dificuldades (continuação)
Relatores: Ericka Itokazu - Senac e Omar Yazbeck - IPT

14:30-17:00 - Quais as questões importantes para criação de um Fórum Nacional Permanente dos mestrados profissionais?
Proposição de criação de Grupos de trabalho temáticos
1. Demandas, formação e empregabilidade
2. Indicadores e critérios de avaliação
3. Especificidade dos projetos de pesquisas
4. Financiamento e sustentabilidade dos projetos e programas
5. outros
18:00 - Encerramento

Anexo 4 - Texto de Abertura

Alice Itani - em nome do Comitê Organizador do evento:

Queremos desejar boas vindas aos que vieram de fora de São Paulo e a todos sejam benvindos ao debate sobre mestrados profissionais.

Gostaria de fazer um rápido relato da proposta da montagem de um Fórum sobre mestrados profissionais. Podemos citar que como na ciência, nossas indagações, dúvidas e problemas é que nos levaram a buscar interlocutores e foi assim que em abril de 2005 iniciamos um debate entre Senac, IPT, Unifesp e CEETPS Paula Souza sobre o que seria o mestrado profissional, qual seu escopo, que metodologias permeiam essa formação e o processo de construção da pesquisa e que critérios são esses que nos fazem valer como tais.

Na ocasião, ficamos surpresos em constatar que os problemas que tínhamos aqui, existiam também em outros programas. E que as questões que nos inquietavam também estavam nas mentes de outros coordenadores de programas. E foram essas questões e problemas que nos uniram. Buscamos algumas respostas para tais questões indo além do que as portarias que regulamentam os mestrados profissionais nos indicam. E os lugares onde já buscamos, seja entre representantes dos órgãos avaliadores, seja entre representantes dos órgãos que cuidam do acompanhamento e regulamentação não foram suficientes para contribuir para isso.

Contudo, somos cientes da construção de programas de mestrado no padrão delineado pelo Sistema Nacional de Pós-graduação brasileiro e seguindo as metas do Programa Nacional de Pós-graduação que foram discutidos para o período 2005-2010. Temos clareza de que não estamos na continuidade de cursos de especialização, de cursos lato-sensu e mesmo de cursos MBA. Temos ciência também da necessidade de formação de profissionais de alto nível para a sociedade que possam contribuir para a inovação tecnológica em suas áreas de domínio, para a gestão dos processos, para atuarem nas organizações públicas e privadas, nas políticas públicas e no sistema produtivo como um todo. Temos ciência, ainda, que precisamos de pessoal de alto nível de formação, que possam atuar com ética e responsabilidade diante da sociedade.

A perspectiva de construção de um Fórum Nacional permanente dos Mestrados Profissionais nasceu assim da necessidade de construirmos programas de Mestrados Profissionais com nossas reflexões, com nossas experiências e diante dos desafios que estão postos em nossa realidade de formar não somente cidadãos brasileiros com capacidade de pesquisa e que possam entrar para o mundo da Acadêmia. Mas, sobretudo, profissionais que possam atuar em áreas importantes para o desenvolvimento tecnológico brasileiro.

A academia brasileira e a universidade brasileira foram criadas no século XX na perspectiva de formação universitária e com vocação para a pesquisa, produzindo não somente a formação de profissionais em nível de graduação como pesquisadores e pessoal para a própria academia, pelos programas de pós-graduação stricto sensu. A necessidade de formar profissionais com novas perspectivas, que possam produzir outros conhecimentos, que possam atuar em outros campos de atuação está em nossa pauta de reflexão.

A construção desses novos mestrados merece um tempo e uma reflexão - uma discussão permanente que possa respaldar nossos caminhos e que possibilitem que possamos ter daqui a 20 a 30 anos programas de pós-graduação de alto nível, que não esteja atenta somente à academia, porém, também, a outros setores da sociedade brasileira. E as regras não podem ser camisa de força para essa construção. Mas, serem caminhos a serem trilhados com debate permanente e reflexão sobre esse processo de formação, de aprendizagem e de produção de novos conhecimentos.

Para tanto, esse fórum é montado sobre as seguintes questões: qual o papel dos mestrados profissionais no desenvolvimento tecnológico brasileiro? Quais programas poderiam ter fomento? Que perspectivas metodológicas para a formação nesses programas de mestrados profissionais? E tem um propósito muito claro de montagem de um Fórum Nacional Permanente dos Mestrados profissionais que possa contar com o conjunto dos responsáveis que estão à frente desses programas.

A proposta desses dois dias de discussão será levantar alguns pontos comuns, e construir uma pauta comum para o Fórum Nacional Permanente por meio de Mesas temáticas.

Por último, vale dizer que o Prof. Osvaldo Quelhas iniciou já há dois ou três anos uma discussão sobre os mestrados profissionais. Valeria também ele trazer um relato dessa experiência.

Fórum dos mestrados profissionais
São Paulo, 4 e 5 de maio de 2006

Anexo 5 - Relato das mesas

Mesa redonda 1: Os mestrados profissionais no desenvolvimento da pós-graduação brasileira - 4 de maio de 2006

A experiência dos Seminários de Metodologia no Mestrado Profissional. Osvaldo Quelhas, UFF- Universidade Federal Fluminense
Desde 2002 são organizados seminários na UFF, para discussão dos mestrados profissionais. Nos seminários de 2003, 2004, 2005 e 2006, foram encaminhadas cartas à CAPES enfatizando as preocupações dos coordenadores de mestrados profissionais. Nestes encontros, foram discutidas, entre outros, as estratégias de ensino e metodologia de pesquisa para os mestrados profissionais

Qual a formação proporcionada aos mestres profissionais?
Helena Gemignani Peterossi - CEETPS - Centro Paula Souza.
A missão institucional do Centro Paula Souza foi utilizada para formular um modelo de mestrado profissional. O CEETPS é uma autarquia do estado de São Paulo com 39 anos de vida, com a missão de oferecer uma alternativa ao engenheiro tradicional. Responde à necessidade de resposta rápida ao desenvolvimento do estado de São Paulo. Os princípios da formação profissional, guardando os princípios existentes de qualidade, financiamento público, retorno social. O objetivo é formar solucionadores de problemas. Hoje são 130.000 alunos em 30 faculdades e 124 escolas técnicas. Neste contexto, iniciou-se a pós-graduação em 2003, com o mestrado profissional. O caráter profissional da pós-graduação foi incorporado sem dificuldade, uma vez que é consistente com a vocação da Instituição. A avaliação do mestrado tende a seguir a tradição da Instituição, onde o sucesso é avaliado pela empregabilidade do egresso. Por outro lado, há dificuldade em desenvolver a pesquisa, uma vez que os docentes estão habituados a trabalhar com ensino e desenvolvimento de projetos - menos de um ano. No início, o mestrado profissional era pago, o que não foi bem aceito na instituição, que tem 130.000 alunos gratuitos e 30 alunos que pagam no mestrado profissional. Por isso, atualmente ele é gratuito.

Alguns pontos para reflexão a partir desta experiência:

- a ênfase em formação profissional ou acadêmica decorre da própria cultura da instituição, que é dinâmica.

- as missões de uma Instituição determinam fortemente os potenciais e restrições para o desenvolvimento de mestrados profissionais

- a exigência de sustentação financeira em oposição a ensino público gratuito é uma contradição ainda não equacionada

Tânia Fisher - UFBA - Universidade Federal da Bahia
Mensagens:
- mestrado profissional também pode ser voltado para a formação de docentes. O mestrado acadêmico tem formação pedagógica obrigatória, no mestrado profissional ela deveria ser opcional.

- o ensino de pós-graduação do Brasil está engessado, devido ao sistema rígido de avaliação. Há renovação apenas devida aos mestrados profissionais e multidisciplinares.

- o mestrado profissional abrange a pesquisa, que é uma prática acadêmica, e formar profissionais, criando uma tensão entre dois mundos. O modelo é conduzido por docentes que se submetem a critérios de avaliação acadêmicos, o que intensifica a tensão. Devem ser criados critérios de avaliação da produção tecnológica. O mestrado profissional tem que se afirmar em sua identidade própria.

- conceito de mestrado profissional o profissional vem buscar no mestrado profissional a teoria que ilumina a prática

- a dissertação pode ser flexível, ousada, sem perder o critério e rigor.

- inovações devem ser acompanhadas por pesquisa de avaliação. A UFBA desenvolve prática de avaliação de competências.

- o prazo do mestrado profissional deve ser maior que o do mestrado acadêmico, pois no primeiro a dedicação não é integral, e no segundo sim.

- acrescentar, aos princípios do mestrado profissional citados pela Helena (qualidade, financiamento público, retorno social) os de inovação e auto-avaliação

- há situações diferenciadas nos mestrado profissional por isso eles são tão ricos.

Qual o papel dos mestrados profissionais no desenvolvimento científico-tecnológico brasileiro?
Osvaldo Quelhas, UFF- Universidade Federal Fluminense
Mensagens:
- o mestrado profissional desenvolve no aluno: universalização do conhecimento, formação abrangente, capacidade crítica

- a universidade é demasiado acadêmica, é necessário intensificar parceria com outros atores da sociedade, para possibilitar uma transferência do foco de aprendizagem.

- a pequena interação universidade-sociedade dificulta a geração de inovações. É necessário organizar um tecido que agregue diversos atores da sociedade.

Questões (também levantadas pela platéia):

- a pré-existência de experiência profissional é um pré-requisito para ingresso no mestrado profissional?

- o setor produtivo devia ser convidado a participar deste Fórum?

- Convidar o Conselho de Gestão Social

Relato das experiências dos mestrados profissionais

Anexo 6 - Relação dos Participantes do I Encontro do Fórum Nacional dos Mestrados Profissionais - dias 4 e 5 de maio de 2006
  1. Alice Itani - Centro Universitario Senac - Coordenadora do Mestrado em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente alice.itani@sp.senac.br
  2. Antonio Carlos Giuliani - UNIMEP Universidade Metodista de Piracicaba - Coordenador do Mestrado em Administração - cgiuliani@unimep.br
  3. Claudia do Rosario Morgado - UFRJ - Professora do Mestrado em Engenharia - agendacmorgado@yahoo.br
  4. Eduardo Gonçalves Serra - UFRJ - Vice Diretor da Escola Politécnica da UFRJ - serra@penno.coppe.ufrj.br
  5. Ericka Marie Itokazu - Centro Universitário Senac - Assessoria Diretoria Pós-graduação e pesquisa - ericka.mitokazu@sp.senac.br - ericka@usp.br
  6. Evelyse dos Santos Lemos - FIOCRUZ - Coordenadora de Ensino Mestrado - evelyse@ioc.fiocruz.br
  7. Fernando Rei - Centro Universitário Senac - Vice-coordenador do Mestrado em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - fernandorei@ig.com.br - fernando.cfrei@sp.senac.br
  8. Helena Gemignani Peterossi - CEETPS Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza - Coordenadora do Mestrado - hgemig@terra.com.br
  9. José Célio Silveira Andrade - UFBA - Coordenador do Mestrado em Administração, MBA - celio@ufba.br
  10. Julio Vianna Barbosa - FIOCRUZ - Coordenador Pós-graduação em Ensino em Biociências e Saúde - jub@ioc.fiocruz.br
  11. Liliana Amaral Féris - ULBRA Universidade Luterana do Brasil - Coordenadora Mestrado em Engenharia: Energia, Ambiente e Materiais - liliana.feris@terra.com.br e laferis@ulbra.br e ppgeam@ulbra.br
  12. Luiz Eustáquio Lopes Pinheiro - UNIDERP Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal - Coordenador do Mestrado em Produção Agroindustrial - lepinheiro@uniderp.br
  13. Marcelo Martins Seckler - IPT - Diretor de pós-graduação - seckler@ipt.br
  14. Maria Inês Pardini UNESP - Hemocentro Faculdade Medicina Botucatu - inespardini@gmail.com; pardini@laser.com.br;
  15. Maurício Dziedzic UNICENP Centro Universitário Positivo - Coordenador do Mestrado em Gestão Ambiental - dziedzic@unicenp.edu.br
  16. Ney Fernando Perracini de Azevedo - IEP/LACTEC/PRODETEC Centro Tecnológico da UFPR - Coordenador do Mestrado em Desenvolvimento de Tecnologia - sbea@senffnet.com.br e iep@iep.org.br
  17. Omar Yazbek Bitar - IPT - Coordenador do Mestrado - omar@ipt.br
  18. Osvaldo Livio Soliano Pereira - UNIFACS Universidade Salvador - Coordenador do Mestrado em Regulação da Indústria de Energia - osoliano@unifacs.br
  19. Osvaldo Luis Gonçalves Quelhas - UFF - Coordenador do Mestrado em Sistema Integrado de Gestão - quelhas@latec.uff.br - e olgq@uol.com.br
  20. Paulo Eduardo de Abreu Machado - UNESP Hemocentro Faculdade de Medicina Botucatu - Diretor Técnico-Cientifico - hemocentro@fmb.unesp.br
  21. Paulo Rizzi - ITA - Coordenador do Mestrado em Engenharia - rizzi@ita.br
  22. Pedro Lacava - UNITAU - Universidade de Taubaté - Coordenador do Mestrado em Ciências Ambientais - placava@uol.com.br e ambiente@unitau.br
  23. Raysildo Barbosa Lobo - UNIDERP - Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal - raysildo@ancp.org.br
  24. Sandra Nascimento Noda - UFAM - Coordenadora do Mestrado em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia - snoda@ufam.edu.br e pgcasa@ufam.edu.br
  25. Sheila Farage - FIOCRUZ - Coordenadora da Pós-graduação - farage@bio.fiocruz.br
  26. Tania Fischer - UFBA - Coordenadora do Mestrado em Desenvolvimento e Gestão Social - nepol@ufba.br e tmfischer@ufba.br
Anexo 7 - Ata de Criação do Fórum Nacional dos Mestrados Profissionais
FOPROF - Fórum Nacional dos Mestrados Profissionais